Como a coleção começou
Fazia meses que M. Pascal passava as noites nas coleções digitalizadas da Library of Congress, lendo o que sobrou da biblioteca particular de Harry Houdini. No meio dela apareceu um livro pequeno, impresso em Boston em 1870, com um título que termina em ponto de exclamação: Seership! The Magnetic Mirror. Virou o volume 1. Do mesmo acervo veio a Escrita Automática de Sara Underwood, o volume 2. Fechar a coleção com um livro escrito pelo próprio Houdini não estava no plano.
O método
- Direto do inglês. O texto de partida é o exemplar original, digitalizado e conferido frase a frase.
- Integral. Uma edição que se diz integral não escolhe o que o autor pode dizer.
- Notas. Identificam fontes que o autor copia sem citar, corrigem datas e nomes, explicam termos de época e avisam onde a argumentação é mais fraca do que parece.
- Avisos. Onde seguir a instrução do original faz mal, a nota marca.
- Sem promessa de resultado. Publicam-se documentos, não garantias.
Não sei se o espelho mostra o que Randolph diz que mostra. Também não sei que não mostra.
Espiritualismo, e não espiritismo
Os livros da coleção tratam do spiritualism anglo-americano, que nasce em 1848 com as irmãs Fox: sessões, médiuns profissionais, fenômenos físicos, sem codificador nem doutrina oficial. Não é o espiritismo de Allan Kardec, que no Brasil é doutrina, com livros de referência e casas organizadas. Quem chega do espiritismo brasileiro encontra outro mundo, com outra história.
Livro autoral
"Magia Prática e o que ninguém escreve sobre ela" é um manual de ocultismo moderno brasileiro, de M. Pascal, escrito a partir de nove anos de prática quase diária e de cadernos com o que funcionou, quanto tempo levou e o que deu errado. Abre dizendo que provavelmente não é para você, não promete resultado e traz um capítulo inteiro sobre falha: dez modos de errar e um diagnóstico em oito perguntas.
