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Correspondências planetárias: dia, cor, metal e número de cada corrente, com a procedência

Correspondências planetárias: dia, cor, metal e número de cada corrente, com a procedência

Resposta curta

As correspondências planetárias ligam cada um dos sete planetas clássicos a um conjunto de coisas concretas: dia da semana, cor, metal e número. Saturno é sábado, preto e chumbo; Júpiter, quinta, azul e estanho; Marte, terça, vermelho e ferro; Sol, domingo, dourado e ouro; Vênus, sexta, verde ou rosa e cobre; Mercúrio, quarta, laranja e latão; Lua, segunda, branco ou prata e prata.

Uma correspondência é uma ligação estabelecida entre uma força e um conjunto de coisas concretas: um planeta, um metal, uma cor, uma erva, um dia, uma hora, um número. Reunir esses elementos numa operação é montar um lugar pequeno em que tudo aponta na mesma direção. Este guia segue o capítulo IX de Magia Prática, que é feito para ser consultado, e não lido de ponta a ponta.

A tabela das sete correntes

Corrente Dia Cor Metal Número Domínio
Saturno ♄ Sábado Preto Chumbo 3 Limite, tempo, fim
Júpiter ♃ Quinta Azul Estanho 4 Expansão, favor
Marte ♂ Terça Vermelho Ferro 5 Força, corte
Sol ☉ Domingo Dourado Ouro 6 Vida, centro
Vênus ♀ Sexta Verde, rosa Cobre 7 Atração, beleza
Mercúrio ☿ Quarta Laranja Latão 8 Palavra, troca
Lua ☽ Segunda Branco, prata Prata 9 Casa, ciclo, o noturno

Como ler as colunas: o dia é a correspondência mais forte e mais fácil de seguir. A cor é, depois do dia, o item mais útil (vela, pano de altar, roupa). O metal é opcional. O número serve para quantas vezes repetir uma declaração, quantos elementos pôr no altar ou quantos nós dar num cordão.

Como escolher a corrente: o guia em sete passos

O livro propõe um mapa para quem chega com um problema.

  1. Nomeie a situação em uma frase. Não a solução: a situação. “Preciso de dinheiro para pagar uma dívida.” “Tenho uma conversa difícil na quarta.” “Não estou dormindo.”
  2. Encontre a corrente na tabela de situações. É a única escolha que realmente estrutura a operação.
  3. Pegue o pacote da corrente: dia, cor, metal e número.
  4. Escolha uma ou duas ervas, de preferência o que você consegue comprar hoje.
  5. Verifique a Lua. Regra única: cresce para atrair, mingua para afastar. Se a data não permite escolher, ignore: é refinamento.
  6. Hora planetária, se quiser precisão. É o item mais trabalhoso e o mais dispensável.
  7. Monte e opere.

Algumas situações e suas correntes

Situação Corrente Nota
Preciso de dinheiro que não tenho Júpiter Expansão, entrada nova. Para conter gasto, Saturno.
Preciso pagar uma dívida específica Saturno Encerramento: dívida é um ciclo que precisa fechar.
Tenho uma conversa difícil Mercúrio Palavra e entendimento. Se for confronto, Marte.
Estou com medo de alguma coisa Marte Coragem. Não é sobre o objeto do medo, é sobre você.
Não estou dormindo Lua Sono, sonho, o que é noturno.
Preciso estudar, prova, concurso Mercúrio Aprendizado e memória.
Quero encontrar coisa perdida Mercúrio Domínio clássico dessa corrente.
Preciso de paciência para coisa longa Saturno A corrente do tempo.

O livro traz uma tabela de situações bem mais ampla, e avisa sobre três erros comuns ao usá-la: escolher pelo desejo em vez da situação (você quer dinheiro, mas a situação é uma dívida que não fecha, e dívida é Saturno, mesmo que o desejo seja joviano), empilhar correntes (uma operação, uma corrente) e usar Marte para tudo que incomoda (irritação difusa costuma ser Lua ou saúde, e não conflito).

Três instruções que valem mais que as tabelas

  • Coerência acima de quantidade. Três elementos alinhados valem mais que quinze embaralhados. Vela na cor certa, o dia certo e uma erva certa: você está bem servido. O resto é ornamento, e ornamento em excesso vira ruído.
  • O que você tem vence o que está no livro. Uma operação feita hoje com o que há na sua cozinha é melhor que uma operação perfeita adiada três semanas até chegar a erva importada.
  • O pessoal entra por cima, nunca no lugar. Aprenda o sistema tradicional, use como base e acrescente o que tem carga para você.

De onde vem cada coisa

O capítulo dedica uma seção à procedência, porque saber a idade de um sistema muda o peso que você dá a ele, e porque, segundo o autor, é o assunto em que o ocultismo mais inventa.

Com linhagem documentada e antiga

  • As correspondências planetárias. Chegam pelos grimórios renascentistas, sobretudo a Filosofia Oculta de Agrippa, de 1533, que compilam material árabe medieval, que compila material helenístico. As atribuições de metal, dia e cor têm continuidade real de mais de dois mil anos. É o bloco mais sólido.
  • As horas planetárias. Sistema helenístico, presente em fontes greco-egípcias e transmitido pelo mundo árabe.
  • O uso ritual de ervas. Contínuo e universal, mas as atribuições específicas variam bastante de fonte para fonte.

Modernos, e é bom saber

  • O calendário de oito festas foi montado no século XX, com forte influência de Gerald Gardner e Ross Nichols, nos anos 1950 e 1960.
  • O horóscopo celta das árvores é moderno, e o sistema divinatório em cima do Ogham deriva em boa medida de A Deusa Branca, de Robert Graves (1948), um livro de poeta sobre mitologia, e não um trabalho histórico.
  • A maior parte das atribuições de pedras é do século XX, com contribuição relevante do comércio.

Isso importa pouco, mas importa: você para de passar vergonha afirmando que os druidas usavam um zodíaco de árvores, e ganha liberdade para adaptar um sistema que sabe ter sido montado em 1955 sem sentir que está profanando alguma coisa. O livro faz, inclusive, a adaptação ao hemisfério sul.

Quando falta tudo

Você vai estar, mais de uma vez, sem a cor certa, no dia errado, longe de casa, sem erva nenhuma. Segundo o livro, nunca se corta: o estado (é a técnica), a formulação (uma frase mal feita estraga a melhor operação) e o encerramento (rito que não fecha continua ocupando você). Depois disso, corta-se nesta ordem, do primeiro ao último a ser abandonado: hora planetária, fase da Lua, metal e pedra, erva, cor e dia da semana.

Um praticante em estado, com boa formulação, uma vela branca qualquer e um encerramento firme está fazendo magia completa. Todo o resto é refinamento.

Onde continuar

O capítulo completo, com a tabela de situações inteira, ervas que se compram em feira, pedras, horas planetárias, fases da Lua, calendário e um exemplo trabalhado de operação, está em Magia Prática. Para o método de formulação, veja Como fazer um sigilo. Se a operação não deu resultado, Por que a magia não funciona.

Perguntas frequentes

Quais são as correspondências dos dias da semana?

Domingo é do Sol, segunda da Lua, terça de Marte, quarta de Mercúrio, quinta de Júpiter, sexta de Vênus e sábado de Saturno. O dia da semana é a correspondência mais forte e a mais fácil de seguir.

Qual cor de vela usar para cada planeta?

Saturno, preta; Júpiter, azul; Marte, vermelha; Sol, dourada; Vênus, verde ou rosa; Mercúrio, laranja; Lua, branca ou prata. Depois do dia, a cor é o item mais útil.

De onde vêm as correspondências planetárias?

Chegam pelos grimórios renascentistas, sobretudo a Filosofia Oculta de Agrippa (1533), que compilam material árabe medieval, que por sua vez compila material helenístico. As atribuições de metal, dia e cor têm continuidade de mais de dois mil anos, e é o bloco mais sólido da tradição.

Preciso ter todos os itens para a operação funcionar?

Não. Três elementos alinhados valem mais que quinze embaralhados, e o que você tem à mão vence o que está no livro. Quando falta algo, a ordem de corte é: hora planetária, fase da Lua, metal e pedra, erva, cor e, por último, o dia da semana. O estado, a formulação e o encerramento nunca se cortam.

Posso usar um sistema diferente do tradicional?

Pode, acrescentando por cima e nunca no lugar. Se prosperidade, para você, tem o cheiro da cozinha da sua avó, esse cheiro vale mais na operação que qualquer resina importada, somado ao verde e à sexta-feira.

Capa de Magia Prática, de M. Pascal: livros antigos, vela acesa, incensário e pergaminho com rosa dos ventos sobre uma mesa de madeira.

Leia o livro

Magia Prática

"Magia Prática e o que ninguém escreve sobre ela" é um manual de ocultismo moderno brasileiro, de M. Pascal, escrito a partir de nove anos de prática quase diária e de cadernos com o que funcionou, quanto tempo levou e o que deu errado. Abre dizendo que provavelmente não é para você, não promete resultado e traz um capítulo inteiro sobre falha: dez modos de errar e um diagnóstico em oito perguntas.

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