
Biblioteca do Espelho · Volume 2
Escrita Automática
ou Escrita Espírita, com outras experiências psíquicas
Escrita Automática (1896) é o registro de sete anos em que a mão de Sara A. Underwood passou a escrever sozinha. Diferente de quase toda a literatura do gênero, a autora anota o caso e, em seguida, a objeção contra o caso. Tradução e notas de M. Pascal.
- Autora
- Sara A. Underwood
- Original
- Automatic or Spirit Writing, 1896
- Tradução e notas
- M. Pascal
- Coleção
- Biblioteca do Espelho, vol. 2
- Edição
- eBook Kindle · 357 páginas
- Preço na Amazon
- R$ 14,90
Sobre o livro
No outono de 1889, numa mesa de trabalho em Chicago, uma mulher de cinquenta e um anos segurava uma caneta quando a mão começou a escrever sozinha. Sara A. Underwood militava pelo livre-pensamento e pelo voto feminino, e sobre os amigos espiritualistas escrevera que sentia por eles "uma altiva compaixão".
O livro é o que aconteceu depois: sete anos de registros, com mensagens assinadas por mortos que o casal conhecera, por nomes que ninguém reconhecia, por Wordsworth, Swedenborg, Darwin, Lincoln; versos rimados escritos mais depressa do que ela escrevia prosa; letras que não eram a dela, às vezes em espelho, às vezes de cabeça para baixo.
O argumento central é seu: se a escrita vinha do próprio inconsciente, por que escreveria o contrário do que ela pensava? A autora rejeita a reencarnação, discorda de várias doutrinas que a mão escreve e publica tudo assim mesmo. Não é manual, e ela avisa no prefácio que não sabe o que aconselhar a ninguém.
O texto de partida é o exemplar catalogado na Coleção Harry Houdini da Library of Congress, de onde vêm também o retrato da autora e as folhas finais.
O que tem dentro
- Tradução do exemplar da Coleção Harry Houdini, Library of Congress
- O retrato da autora e as folhas de fac-símile do original
- A prova da doença (cap. III), o espírito piadista (cap. XIII) e a noite na hospedaria de Iowa (cap. XVIII)
- Notas do tradutor, inclusive sobre o que não foi possível confirmar
- Apresentação sobre a autora e sobre a diferença entre espiritualismo e espiritismo
O que este livro não é
Não é manual de como praticar. A linguagem de 1896 foi mantida, inclusive onde a autora usa lugares-comuns do seu meio, e as notas situam cada passagem.
Perguntas frequentes
Antes de comprar
O que é escrita automática?
É a escrita feita sem que a pessoa a conduza conscientemente, em geral atribuída a um espírito. Neste livro, Underwood descreve o procedimento: mão passiva, nunca completar palavra deixada pela metade e o marido na sala.
É um livro de espiritismo?
Não no sentido de Allan Kardec. É spiritualism anglo-americano, sem codificador nem doutrina oficial. A autora rejeita a reencarnação com todas as letras.
Ensina a praticar?
Não é manual. O procedimento aparece nos primeiros capítulos, mas a autora avisa que não sabe o que aconselhar a ninguém.
Por onde começar a ler?
Quem quiser começar pelas partes vivas pode ir ao capítulo III, ao XIII, ao XV e ao XVIII, indicados na apresentação.


